Bento Gonçalves deu o seu primeiro impulso de progresso com a vinda da agência do Banco Nacional do Comércio. A chegada da ferrovia, onde o escoamento agrícola é feito mais rápido e em melhores condições.
Entre os anos de 1919 a 1927 ocorreram as instalações da luz elétricas, da estação transformadora e da rede de distribuição. É também inaugurado o Hospital Bartholomeu Tacchini.
Em 1950, a população era de 22.600 habitantes. As principais atividades econômicas eram as do setor agrícola. Contudo, começaram a surgir várias indústrias, como acordeões, laticínios, móveis, curtume, fábrica de sulfato e vinícolas.
Em 1967, Bento Gonçalves passa por uma grande transformação, um marco histórico. Com a colaboração de fortes lideranças e a ajuda de toda a comunidade, surge a I FENAVINHO. O município foi visitado pela primeira vez por um Presidente da República e o seu principal produto, a força de sua economia é divulgada em todo o Brasil, tornando a cidade conhecida nacional e internacionalmente.
O Município descobre sua vocação para o turismo de negócios e começa a sediar eventos de grande porte. Seu parque de exposições, atualmente, é o segundo da América Latina. Bento Gonçalves é sede de eventos como MOVELSUL, FIMMA, Vino Brasil, Avaliação Nacional de Vinhos, FENAVINHO e Expobento.
# Atrações
Caminhos da Pedra: Uma visão presente de um núcleo arquitetônico erguido no apogeu da imigração em seus diversos aspectos, moinho, cantina colonial, casa de massas caseiras, dos teares, de doces, da erva-mate e das ovelhas , são alguns dos estabelecimentos consagrados pelos turistas.
Centenárias casas de pedras, espaçosos porões, casas de madeira de até 3 pisos podem ser apreciadas, além de capelas e capitéis.
Ferradura do Rio Anta: As águas do Rio das Antas abriram um caminho em torno de um morro, formando uma enorme ferradura. Distante 15 km da cidade, com acesso pela RST 470 - acesso norte, a Ferradura é um lugar de extrema beleza, cercado por uma paisagem exuberante.
Passeio de Maria Fumaça: O passeio turístico de trem à vapor é uma grande atração na Serra Gaúcha. São 23 quilômetros de percurso com 1h30min de duração, entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa. Durante o passeio, a festa é comandada pelo coral típico italiano, pela dupla que toca a tarantela e pelos gaúchos.
Os turistas são recepcionados, na estação de Bento Gonçalves, com um saboroso vinho e uma deliciosa degustação de queijos. A recepção em Garibaldi acontece ao som de música gaúcha e italiana, enquanto todos degustam um saboroso champanhe. Em Carlos Barbosa, um show de música italiana marca o momento em que todos se encontram e confraternizam embalados pela música. Alguns passageiros dizem adeus, enquanto outros embarcam no passeio de retorno.
Os passeios ocorrem às quartas e aos sábados, sendo que, em alguns meses, há saídas extras. É necessário fazer reservas.
Igreja São Bento: A Igreja São Bento, edificada totalmente em concreto, é uma homenagem aos imigrantes italianos que colonizaram a região, tornando-se um marco permanente da sua principal atividade: a vitivinicultura. O altar e as portas da Igreja são de madeira, evocado as cantinas; suas quatro portas representam um barril e seus bancos trazem gravada a simbologia da uva. Dezenas de vitrais coloridos embelezam ainda mais “a igreja em forma de pipa”.
Museu do Imigrante: O Museu do Imigrante foi criado em dezembro de 1974. O prédio quase centenário que o abriga é, por si só, uma certidão da história de Bento Gonçalves, pois foi sede da Estação de Sericilultura (criação do bicho da seda), Escola Agrícola e Zootécnica, anexo do Hotel de Veraneio Planalto, residência e, finalmente em 1975, MUSEU.
Igreja Matriz Cristo Rei: A Igreja Matriz Cristo Rei, edificada em estilo gótico moderno, foi inaugurada em 14 de novembro de 1954, levando cinco anos para ser construída. Seu interior possui um vão de 40 metros de altura e 03 altares. Numa das naves laterais está localizada a “fonte de água benta”, onde simbolicamente dois anjos seguram a pia sobre a qual está a torneira com a “água benta”. A obra foi realizada em tijolo e revestida de cimento com pigmentação amarela pelo escultor alemão Alfredo Staege.